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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Moradores de Conquista ainda tentam se refazer da tragédia de 12 de janeiro
Enchentes e quedas de barreiras ceifaram vidas e causaram grandes prejuízos ao longo da RJ-130, que liga Nova Friburgo a Teresópolis. Em Conquista, por exemplo, casas que nunca haviam sido alagadas antes ficaram com lâmina de água de 1,70 m. É o caso da casa de Calixto de Magalhães Pacheco, presidente da Associação de Moradores e Produtores de Conquista. E até hoje a comunidade ainda não teve seus problemas solucionados. Calixto faz um apelo às autoridades para que atuem sobre dois dos maiores problemas: o aterro que está sendo feito com o entulho da tragédia e a dragagem interrompida do Rio Grande.
Dez meses se passaram e as providências necessárias não foram tomadas pelas autoridades. Apenas uma pequena dragagem foi feita no Rio Grande, que não chegou a um quilômetro, devido a uma pane na draga que executava o serviço. E lá se vão cerca de 40 dias sem que o problema tenha sido resolvido.
A comunidade ainda se vê envolvida em outro problema: o entulho oriundo da tragédia, que estava no campo do Nova Friburgo F. C., em Conselheiro Paulino, agora está sendo levado para um terreno em Conquista. O movimento de caminhões é constante. De acordo com Calixto, a comunidade está temerosa por se tratar de material contaminado, além de estar sendo despejado muito próximo à margem do rio. “Em toda chuva de verão aquela área ficava alagada. Era um local para a água se espraiar, agora, com aquele entulho, vai ficar em forma de uma represa. E a preocupação que a gente tem é que o peso da água pode não ser suportado e aquele entulho descer por aí abaixo.”
Caso isso venha a acontecer o rio pode ser assoreado, inclusive no trecho onde já foi feita a limpeza. E o que é pior, invadir as casas com todo esse material contaminado. Calixto ainda teme que a Defesa Civil ainda possa declarar a área como de risco e interditá-la. “A tragédia ninguém poderia evitar, mas isto que estão depositando aqui podia ser evitado. Se o governo do estado ou a Prefeitura procurarem, conseguirão outro lugar que não prejudica tanto uma comunidade quanto aquele ali. Principalmente próximo ao rio”, garante.
