Dezesseis deslizamentos de encostas, 71 casas interditadas e sete mortes. Este foi o saldo da destruição num dos bairros mais atingidos no 12 de janeiro
Em entrevista publicada recentemente em A VOZ DA SERRA, o secretário municipal de Obras, Hélio Gonçalves Corrêa, afirmou que o bairro Vilage é a pior área da cidade em termos de consequências da tragédia. Como as barreiras não podem ser mexidas, sob o risco de novos desabamentos, os moradores estão se vendo obrigados a deixar o local. E, ao contrário do que se possa supor, tal decisão não envolve apenas aspectos financeiros, mas também emocionais. “Moro aqui há 40 anos e é muito triste deixar um bairro que aprendi a gostar. Na minha rua a maioria dos vizinhos já foi embora. Eu e minha família só estamos esperando uma resposta da Secretaria de Assistência Social para saber onde iremos morar”, revela a aposentada Ana Maria da Silva, uma das centenas de pessoas que tiveram suas residências condenadas após a tragédia de 12 de janeiro.
Moradora da Rua Izair Pires, na parte alta do bairro, ela revela que questões que até pouco tempo eram apontadas pela comunidade como os maiores problemas do bairro Vilage hoje estão em segundo plano. “Hoje ninguém comenta mais sobre a falta de tampas nos bueiros ou sobre os carros que estacionam irregularmente próximo à Universidade Candido Mendes. Quem continua morando na Vilage, principalmente na parte alta, está tendo muito problema de acesso. Se você vai ao Centro, faz uma compra e não tem carro, sofre para conseguir um taxista que aceite fazer uma corrida até aqui em cima. Linha de ônibus também não tem mais”, lamenta.
Com tantas dificuldades, o jeito é improvisar e contar com a boa vontade dos vizinhos que permaneceram no bairro. “Deixamos as compras no pé do escadão e os moradores trazem até aqui, aos poucos. Temos problemas também com idosos e acamados. Está muito difícil viver aqui. Se Deus quiser, quando chegar novamente o período de chuvas já estarei em outro lugar”, afirma Ana Maria.
Moradora da Rua Izair Pires, na parte alta do bairro, ela revela que questões que até pouco tempo eram apontadas pela comunidade como os maiores problemas do bairro Vilage hoje estão em segundo plano. “Hoje ninguém comenta mais sobre a falta de tampas nos bueiros ou sobre os carros que estacionam irregularmente próximo à Universidade Candido Mendes. Quem continua morando na Vilage, principalmente na parte alta, está tendo muito problema de acesso. Se você vai ao Centro, faz uma compra e não tem carro, sofre para conseguir um taxista que aceite fazer uma corrida até aqui em cima. Linha de ônibus também não tem mais”, lamenta.
Com tantas dificuldades, o jeito é improvisar e contar com a boa vontade dos vizinhos que permaneceram no bairro. “Deixamos as compras no pé do escadão e os moradores trazem até aqui, aos poucos. Temos problemas também com idosos e acamados. Está muito difícil viver aqui. Se Deus quiser, quando chegar novamente o período de chuvas já estarei em outro lugar”, afirma Ana Maria.
