sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Voz dos Bairros - No Loteamento Floresta, a situação permanece a mesma


Um dos bairros mais atingidos na tragédia de janeiro ainda sofre com os reflexos da destruição


Como se já não bastassem os diversos problemas enfrentados anteriormente pelo Loteamento Floresta, desde a tragédia de 12 de janeiro a comunidade convive com uma série de outras adversidades. Recentemente os moradores foram recebidos pelo prefeito Dermeval Barboza Moreira Neto, a quem fizeram reivindicações, mas ainda aguardam soluções. Segundo o presidente da associação de moradores, Valcenir Faria, um dos problemas que tem causado maior preocupação é o entupimento da galeria de água e esgoto. “Tem que ser feita a limpeza e a substituição das manilhas dessa galeria. O esgoto está ficando a céu aberto. Com uma tromba d’água, todas as casas que ficam por cima da galeria correm muito risco. Isso vai virar um grande lago. É uma tragédia anunciada”, alerta Valcenir, que cobra ações urgentes das autoridades. “Nos disseram que viriam pessoas da Defesa Civil e da Secretaria de Obras até o bairro para analisar esse problema, mas estamos esperando até agora”, protesta.
Outro problema que vem dando dor de cabeça aos moradores da comunidade é a linha de ônibus, que desde o fatídico 12 de janeiro não passa por todo o bairro. A linha do Alto do Floresta, por exemplo, não existe mais — e a única linha convencional disponível aos moradores só vai até o início do bairro. A concessionária Faol — que afirma estar o acesso comprometido em dois pontos do loteamento, onde barrancos que desmoronaram na tragédia ameaçam cair novamente —, para amenizar o problema, disponibilizou um micro-ônibus que leva os moradores à parte mais alta do bairro. Entretanto, segundo Valcenir, a medida não solucionou a questão. “É uma ajuda, mas o micro não suporta o pessoal todo. Ele costuma ficar superlotado. A maioria anda a pé mesmo. Tem que ser feitos dois muros de contenção para que os ônibus voltem a trafegar normalmente pelo bairro”, aponta.